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Fábrica de mantos em Potim aumenta produção antes da Festa de Nossa Senhora Aparecida

Empresa familiar com 32 anos de história produz mais de 70 modelos de mantos e registra aumento de até 50% na procura nas semanas que antecedem o 12 de outubro

Jornalista Helen Camargo3 min de leitura
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Divulgação

A proximidade da Festa de Nossa Senhora Aparecida, celebrada em 12 de outubro, movimenta não apenas o turismo religioso, mas também uma cadeia de negócios ligada à devoção. Em Potim, cidade vizinha a Aparecida, uma fábrica familiar especializada na produção de mantos aumenta o ritmo de trabalho para atender à procura que cresce nas semanas que antecedem a data.

Com 32 anos de história, a fábrica produz mais de 70 modelos de mantos, em diferentes tamanhos e estilos. Entre as peças estão os tradicionais mantos marianos de veludo azul royal, com bordados feitos à mão, além de modelos produzidos sob encomenda para paróquias e ocasiões como casamentos e aniversários.

Os produtos são vendidos para lojistas e distribuidores de artigos religiosos de diferentes regiões do país. A empresa também mantém uma loja própria em Aparecida e comercializa as peças pela internet diretamente para consumidores.

Procura cresce antes do 12 de outubro

Segundo a empresa, nas semanas que antecedem o Dia de Nossa Senhora Aparecida, a procura pelos mantos chega a ser 50% maior em comparação com os demais meses do ano.

Para atender ao aumento dos pedidos, a fábrica reforça o estoque e amplia a produção. A demanda vem tanto de lojas e distribuidores quanto de paróquias e consumidores que procuram mantos para imagens religiosas mantidas em casa.

“Nessa época do ano, reforçamos o estoque para dar conta da demanda que chega tanto das lojas quanto direto de paróquias e de quem compra para própria casa. É um movimento que a gente sente muito forte, porque estamos bem pertinho do santuário e vivemos esse período junto com a cidade”, afirma Tamires Rodrigues, gerente administrativa.

Mantos para a imagem de Nossa Senhora

Ao longo de sua história, a fábrica também confeccionou dois mantos para a imagem original de Nossa Senhora Aparecida. Segundo a empresa, as peças fazem parte do acervo do Museu de Nossa Senhora Aparecida, onde estão preservados mantos relacionados à história da devoção.

A produção envolve diferentes etapas e combina técnicas de costura e bordado. Parte dos trabalhos é feita manualmente, especialmente nos modelos mais elaborados.

Devoção que virou profissão

A história da fábrica também está ligada à trajetória pessoal de Silvana Rodrigues, proprietária do negócio.

Segundo ela, a devoção a Nossa Senhora Aparecida já fazia parte de sua vida quando a família enfrentou dificuldades financeiras. Foi nesse período que pediu à santa um caminho profissional e passou a se dedicar ao trabalho com agulha e linha.

A atividade se transformou em profissão e, posteriormente, deu origem à fábrica.

“Ela me inspira. Toda vez que vou colocar a mão no bordado, eu peço: Nossa Senhora, me direciona. Eu vivia um momento muito difícil, minha família estava passando por dificuldade financeira, e eu já era devota. Pedi a Nossa Senhora que me desse esse dom, e esse dom transformou a minha vida, me deu muitos frutos”, conta Silvana.

Economia que acompanha a devoção

A produção de mantos é um exemplo de atividade que se beneficia do fluxo de visitantes que chega à região de Aparecida ao longo do ano e ganha força no período que antecede a principal celebração dedicada à padroeira do Brasil.

Além das fábricas e lojas de artigos religiosos, o movimento envolve setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, especialmente durante os dias que antecedem o feriado de 12 de outubro.

Em Potim, a produção dos mantos acompanha esse calendário e transforma uma tradição religiosa em uma atividade que atravessa gerações e movimenta trabalhadores, fornecedores e consumidores.

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