Vacina brasileira contra dependência de cocaína e crack vence Prêmio Euro
Foto: Divilgação A vacina desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais foi destaque na segunda edição do Prêmio Euro Inovação na Saúde. A instituição foi premiada com 500 mil euros (cerca de R$ 2,6 milhões) na última semana, em São Paulo. A pesquisa da Calixcoca foi primeira colocada dentre outros 11 estudos finalistas. O medicamento [...]

Foto: Divilgação
A vacina desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais foi destaque na segunda edição do Prêmio Euro Inovação na Saúde. A instituição foi premiada com 500 mil euros (cerca de R$ 2,6 milhões) na última semana, em São Paulo. A pesquisa da Calixcoca foi primeira colocada dentre outros 11 estudos finalistas.
O medicamento foi desenvolvido com o propósito de ajudar a reduzir os desejos e aliviar os sintomas de abstinência, tornando mais fácil para as pessoas em recuperação resistirem ao uso da substância. No caso da Calixcoca, a substância presente nesse medicamento deve induzir o sistema imune a produzir anticorpos que se ligam à cocaína na corrente sanguínea.
Dessa forma, a droga é modificada no organismo até se tornar uma molécula grande, que não conseguirá passar pela barreira hematoencefálica. Essa estrutura tem a função de regular o transporte de substâncias entre o sangue e o sistema nervoso central, barrando a entrada de substâncias tóxicas e de hormônios plasmáticos em excesso.
“Desenvolver ciência na América Latina não é fácil. A UFMG é, hoje, uma universidade que está fazendo a diferença. Só temos a agradecer o apoio da nossa reitora [Sandra Regina Goulart Almeida] e do nosso pró-reitor de Pesquisa [Fernando Reis]”, celebrou o professor Frederico Garcia, coordenador da pesquisa, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina.
Os medicamentos para o tratamento da dependência de drogas desempenham um papel crucial no enfrentamento desse problema de saúde. Sobre isso, o professor citou exemplo de como é ter alguém próximo com dependência química. “Sabemos como é difícil ter uma pessoa dependente em casa, como é sofrido para um acometido pela dependência ter que lidar com a ambivalência de usar ou não droga e como é ainda mais difícil para uma gestante dependente proteger seu feto e lidar com a dor da abstinência. Temos a missão de cuidar dessas questões”.
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